José Afonso – 25 anos após a sua morte

Biografia e carreira AQUI  e AQUI. E mais sobre “ José Afonso está ao nível de Dylan ou Lennon” AQUI.

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José Afonso – letra do tema “Senhor Arcanjo”

Zeca Afonso – Senhor Arcanjo

Senhor arcanjo | Vamos jantar | Caem os anjos | Num alguidar

Hibernam tíbias | Suspiram rãs | Comem orquídeas | Nas barbacãs

Entra na porta | Menina-faia | Prova uma torta | Desta papaia

Palita os dentes | Põe-te a cavar | Dormem videntes | No Ultramar

Que bela fita | Que bem não está | A prima Bia | De tafetá

E vai o lente | Come um repolho | Parte-se um pente | Fura-se um olho

A pacotilha | Tem mais amor | À gargantilha | Do regedor

Põe a gravata | Menino bem | Que essa cantata | Não soa bem

Senhor arcanjo | Vamos jantar | Caem os anjos | Num alguidar

E as quatro filhas | Do marajá | Vão de patilhas | Beber o chá

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A Manta – Textos dos alunos do 1º Ciclo

Já começámos a publicar os textos dos alunos do 1º Ciclo relativos ao projeto de articulação ” A MANTA”. Acede, clicando AQUI

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O ataque do Dia dos Namorados

As nossas frases para o Dia dos Namorados tiveram sucesso. Foram cinco folhas A3 com 65 frases cada que desapareceram num ápice.

Excertos de poemas para envio por SMS ou MSN

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“O Rei Pescador”

Há muitos, mesmo muitos, muitos anos, quando os tempos ainda eram bastante difíceis, existiu um pescador. Esse pescador viveu num espaço desconhecido, num sítio onde só havia água e glaciares e onde fazia muito frio. O pobre pescador vivia em cima de um glaciar e a única coisa que tinha era uma cana de pesca. Não sabia de onde vinha nem o que estava ali a fazer, só, longe do resto do mundo. Também só sabia falar uma língua inventada por ele e não sabia o seu próprio nome. Cada vez que o verão – estação mais fria naquela zona  - se aproximava mais, o pescador menos peixes conseguia pescar, porque estes emigravam.
Num dia do verão, o pescador estava a pescar e, para seu espanto, dessa vez conseguiu encontrar apenas uma esponja gigante e não conseguiu pescar um único peixe que fosse. Um dia encontrou um pau comprido, uma semana depois encontrou um pedaço de tecido… O pescador, já farto de estar tanto tempo esfomeado, só e cheio de frio, começa a pensar numa solução para sair dali. Olha para as coisas que tinha encontrado ao longo do verão e “diz para com os seus botões”: “Vamos lá começar a usar a cabecinha e a construir algo que me tire desta “prisão”!” Pegou no pau, partiu-o em três e espetou um dos pedaços na esponja. Depois pegou no pedaço de tecido e enrolou-o à volta do pau, como se fosse uma vela. A seguir agarrou nos outros dois paus e trouxe-os para a beira-mar, para juntar ao “barco”. De seguida subiu para o “barco” levando a cana de pesca e foi a navegar pelo mar fora, sem saber onde ia parar e utilizando os dois paus como remos. Passado algum tempo, ele olha para baixo e vê…Um peixe? E era mesmo um peixe! Um peixe grande e pronto a ser pescado e comido.
A partir daí o pescador encontrou sempre muitos peixes. Demoraram uns meses até ele ver terra, mas mesmo assim o pescador acha que valeu a pena. Quando ele chegou à tal terra, ninguém lhe ligou nenhuma mas o pior era que o pescador só sabia falar uma língua, que foi a que ele inventara e que, por isso, ninguém conhecia. Um dia, um garoto viu o pescador e, como não sabia que ele não falava a sua língua, perguntou: -Quis es?
O pescador, sem perceber uma única palavra, resolve dizer algo na língua dele de modo a que o rapaz percebesse que ele era estrangeiro. E resultou!
O garoto, com pena dele, passou a ensinar-lhe latim para ele poder comunicar com as outras pessoas do país e deu-lhe o nome de Dinis. Passados dois anos de aprendizagem, Dinis finalmente concluiu os estudos e já sabia falar muito bem latim.
Dinis ensinou o garoto a pescar e a pouco e pouco cada vez mais pessoas pescavam e já todos conheciam o pescador. Passado algum tempo faleceu o rei D. Afonso III sem ter tido
filhos. Nessa altura, Dinis já era muito rico e conhecido por vender peixe. Por estas razões, o povo desejou Dinis como o novo rei. Assim, o pescador passou a chamar-se D. Dinis, rei do país onde se passa o fim desta história: Portugal.  Josefine Flor, 5º ano, turma A.

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