Uma Biblioteca sem fronteiras

É uma biblioteca sem fronteiras, maior que um gigante. Chama-se Internacional Children`s Digital Library e está aqui.

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MIBE – 1 mês, 50 novos livros

Já disponibilizámos 18 novos livros. Até ao final do mês serão mais 42. Aproveita as novidades da Biblioteca, são totalmente gratuitas.

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Prémio Nobel da Literatura – Tomas Tranströmer

O prémio Nobel da Literatura foi atribuído a  Tomas Tranströmer, poeta sueco. ” O poeta e tradutor Vasco Graça Moura disse hoje à agência Lusa que a poesia do autor sueco “tem uma grande força lírica e preocupação social” e considerou-o “um Prémio Nobel muito merecido”. “Ele é muito importante e é o maior poeta sueco vivo”, afirmou. Sobre a obra de Tranströmer, o escritor português sublinhou “a grande força de utilização das imagens, com uma faceta um pouco surrealista”. Mais informação aqui http://www.publico.pt/Cultura/tomas-transtromer-e-o-premio-nobel-da-literatura–1515270

ALFAMA

“No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes. 

 Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões.
Acenavam através das grades.
Gritavam que lhes tirassem o retrato.

“Mas aqui!”, disse o condutor e riu à sucapa como se cortado ao meio,
“aqui estão políticos”. Vi a fachada, a fachada, a fachada
e lá no cimo um homem à janela,
tinha um óculo e olhava para o mar.

Roupa branca no azul. Os muros quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa:
“será verdade ou só um sonho meu?””  Tomas Tranströmer | 21 Poetas Suecos | Vega 

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Visão Júnior – mês de outubro

Já chegou a Visão Júnior relativa ao mês de outubro e este número tem temas de capa muito interessantes: Profissão – Polícia; Dormir em casa de amigos; O mistério das horas; Entrevista com o Presidente da República, Cavaco Silva. Procura-a na Biblioteca Escolar.

A Visão Júnior é recomendada pelo PNL

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Outubro – Mês Internacional das Bibliotecas Escolares – programa

Embora para Portugal tenha sido selecionado o dia 24 aqui na Biblioteca resolvemos estender as comemorações a mais alguns dias. Aqui fica a lista das atividades a desenvolver.

#  Início da itinerância de A Manta – projeto de articulação vertical com EB1`s e JI`s do Agrupamento ( 3 de outubro)

# Formação de utilizadores – Visitas das turmas do 5º ano à Biblioteca ( de 11 a 26 de outubro)

# 30 Livros Novos – durante o mês de outubro iremos disponibilizar 50  novos livros para empréstimo domiciliário

 

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A Manta – um projeto de articulação vertical no Agrupamento de Escolas D. João II

É já amanhã, dia 4 de outubro, que iniciaremos a segunda fase do trabalho relacionado com o projeto “A Manta”. A primeira escola a recebê-la será a EB1 de Salir do Porto e a última a EB de Salir de Matos, a 14 de Maio. Pelo meio ficarão mais 22 escolas do 1º ciclo e 23 Jardins de Infância. Nestes últimos será uma passagem curta, apenas para ver como ficou o seu retalho depois de cosido, juntamente os dos restantes Jardins. Nas escolas do 1º ciclo a permanência será um pouco maior já que será necessário construir uma história a partir do retalho selecionado. Será preciso observar bem todos os retalhos (este está muito bem desenhado, este tem cores muito bonitas, este tem uns botões que parecem dos reis, este parece uma bandeira, este um lenço de princesa), escolher um deles ( eu escolho este porque me lembra um campo de outono cheio de folhas, eu acho que deve ser aquele outro porque tem muitas flores e eu quero escrever uma história sobre um campo de flores que nunca era visitado pelas borboletas, eu acho que deve ser o que tem muitos meninos de mãos dadas à volta de uma árvore) e finalmente construir uma história (-espera, espera, não podemos começar já assim! É preciso saber o que vamos escrever, brincar um bocadinho a inventar histórias). Nós vamos ficar à espera desta manta de histórias, ainda que com um pouco de frio enquanto não chega o agasalho.

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A MANTA – saber mais

Clique AQUI  para ser direcionado.

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blog de Educação Visual da turma do 7ºC

Chama-se BVISUAL e é o novo blog do 7º C para Educação Visual.  Serve para “ esclarecer as tuas dúvidas com os nossos colegas da turma, falando pelo chat.” É também possível “fazer tranferência (download) de ficheiros da matéria e saber informação sobre os temas da disciplina e ver e votar em trabalhos que fazemos nas aulas”. Visita-o aqui.

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Outubro – Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

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Bem vindos

Olá, amigos
A Biblioteca Escolar deseja-vos um excelente ano letivo. E já sabem, podem sempre contar connosco.

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Concurso Literário D. João II – lista de trabalhos dos alunos vencedores

“O Concurso Literário D. João II é uma actividade da responsabilidade das docentes de Língua Portuguesa do 3º ciclo, que se realiza, anualmente, há mais de uma década, visando, essencialmente, motivar os alunos para a escrita, através da partilha e do reconhecimento que a mesma propicia.

Em virtude de a nossa escola ser um estabelecimento de ensino de referência para alunos invisuais e também devido ao facto de, na semana prevista para a redacção dos textos, se comemorar o Dia Mundial do Braille (4 de Janeiro de 2011), a proposta neste ano lectivo, consistiu em solicitar a todos os alunos do 3º ciclo que, em 45 minutos, redigissem um texto narrativo, a partir de três provérbios relacionados com o tema, designadamente, para

 -  7º ano – “ Em terra de cegos, quem tem um olho é rei”;

-  8º ano – “Cego é aquele que não quer ver”;

- 9º ano – “Olhos que não vêem, coração que não sente”

Terminamos com um agradecimento a todos os participantes e felicitamos os premiados. Até para o ano!”           

As professoras de Língua Portuguesa do 3º Ciclo

ALUNOS DO 7º ANO - “ Em terra de cegos quem tem um olho é rei.”

1º Prémio - Ana Rita Abreu, nº 2, 7º E

   Certo dia, um menino estava sentado numa rocha a olhar para o pôr-do-sol e a pensar. Ele era muito inteligente, tinha um bom rendimento escolar e era também muito calmo.

O rapaz, muitas vezes, era gozado por ser muito aplicado nos estudos e atento nas aulas e sentia-se, frequentemente, um pouco inferior em relação aos seus colegas. Chamavam-lhe vários nomes, tais como: “marrão”, “rato da biblioteca”, “nerd”… esses nomes, assim, de deitar uma pessoa um pouco abaixo.

Passou muito tempo a ser gozado sem dizer nada a ninguém, até que se cansou e contou tudo ao seu avô, uma pessoa em quem confiava bastante e a quem expunha várias questões.

Depois de contar tudo ao avô, este apenas lhe disse um provérbio para o ajudar e que era o seguinte: “ Em terra de cegos, quem tem um olho é rei.” O menino ficou confuso sem saber o seu sentido ou significado.

Todas as noites tentava perceber o que tinha o provérbio que o avô lhe dissera a ver com a sua situação. E, enquanto isso, o seu problema continuava, os colegas não paravam de o chatear e ele já estava completamente fulo.

Então, pensou em arranjar algo ou até um plano para que parassem de o aborrecer. Foi nesse momento que começou a perceber o significado do tal provérbio que o avô lhe dissera. Para ele, aquilo significava que todos tinham oportunidades de mostrar o que valiam na escola, mas nem todos aproveitavam, talvez fosse o que estava a suceder com ele e com os colegas. Ele estava a aproveitar ao máximo, enquanto que os outros não , ou seja, estavam “cegos” e, como ele tirava proveito, era “rei” porque dessa forma poderia ter um bom futuro.

De modo que, no dia seguinte, nas aulas, esforçou-se ainda mais para os provocar, e, no intervalo, lá vieram os meninos para troçar dele, mas dessa vez não resultou, pois ele disse-lhes que estudava muito e iria ter um bom futuro, o que não acontecia com eles, que só brincavam, e, terminada a explicação, citou o provérbio.

Os colegas ficaram embaraçados a pensar nas palavras que ele proferira. E foi assim que deixaram de troçar dele e, ao mesmo tempo, aprenderam uma lição de vida.

 

2º Prémio - Margarida Paula, nº 17, 7º A

Era uma vez uma menina chamada Catarina. Ela tinha 12 anos e estava sempre a reclamar de tudo… Um dia foi passear com os pais a uma barragem lindíssima.

- Olha, filha, tão bonito que é… – disse a mãe.

- Ai mãe, que seca!! É um lago com umas montanhas. O que é que isso tem? Não tem nada de mais!! – reclamou a Catarina.

- Ó Catarina, sai lá do carro e vem cá observar isto de perto… É maravilhoso! – propôs o pai, enquanto tirava milhares de fotografias.

- Ó pai, não quero! – refilou Catarina, sentada no banco detrás do automóvel, agarrada ao telemóvel.

Os pais olharam um para o outro com cara de preocupação, mas, entretanto, continuaram a observar a lindíssima paisagem.

Uns dias depois, a Catarina continuava a reclamar por tudo e por nada. Os pais já estavam a ficar cansados das respostas tortas e do seu mau feitio.

Numa noite, a Catarina estava no quarto e ouviu os pais a falar:

- Não, Elisabete, não concordo! Acho que, se ela continua assim, tem que ser castigada… – disse o pai.

- Pois, eu também acho que ela tem que ser castigada, mas como? Tiramos-lhe o telemóvel? O computador? – perguntou a mãe, preocupada.

- Se calhar é o melhor. É que ela anda a ser injusta, ingrata connosco… Só gosta de estar com os amigos, acha que tudo o que faz connosco é uma grande seca… – respondeu o pai.

“Não me podem tirar o telemóvel e o computador, eu morro, mas estou a ser ingrata como? Não é normal querer estar com os meus amigos!?” – pensou Catarina.

- Eu vou falar com ela e depois logo se vê – disse a mãe.

- Está bem, agora vamos dormir que já está a ficar tarde – propôs o pai, desligando as luzes.

No dia seguinte, a mãe foi falar com a Catarina…

- Filha, podemos ter uma conversa? – indagou a mãe calmamente.

- O que é que foi? – questionou agressivamente.

- É que tu tens sido ingrata connosco, nós esforçamo-nos para te dar tudo de bom e tu respondes-nos muito mal. Raramente convives connosco, durante o dia, estás na escola e, à noite, a seguir ao jantar, fechas-te no quarto e estás no computador ou a mexer no telemóvel… – disse a mãe.

- Não é bem assim! – interrompeu a Catarina.

- Deixa-me acabar… Tu já viste que no fim-de-semana passado te levámos a conhecer uma barragem lindíssima e tu só querias saber do telemóvel? Já pensaste que a nossa vizinha de baixo, a Sara, não vê. Tomara ela ver aquela barragem e tu, que podes, não aproveitas – continuou Elisabete.

- Já acabou? Já podes sair? – perguntou a filha.

- Sim, já acabou… Mas eu preciso de ajuda para ir ao supermercado e tu vens comigo! – ordenou a mãe.

Quando voltaram do supermercado, cruzaram-se com a Sara e com a sua mãe no elevador.

- Olá, estás boa? – saudou a Elisabete.

- Olá, sim, está tudo bem! – disse a mãe de Sara.

- Olhe, no fim-de-semana passado, fomos a uma barragem muito bonita… Olhe aqui a foto – disse Elisabete, mostrando uma foto que tinha na mala.

- Quanto eu gostava de poder ver essa fotografia e a vida – disse a Sara.

- Pois, isso deve ser horrível, minha querida. Lamento imenso! – exclamou Elisabete.

- Então, adeus! – despediram-se.

Pouco depois de entrar em casa, Sara dirigiu-se à mãe a chorar:

- Sabes, eu estou a ser super injusta com a vida, eu, que posso ver e ter tudo o que quero, não aproveito… Ai, tenho sido tão parva!

- Pois, filha, ainda bem que te apercebeste disso sozinha – referiu a mãe, abraçando-a.

Desde esse dia, a Catarina percebeu que tinha andado a ser injusta e que tinha que aproveitar a sorte que a vida lhe dera.

 

3º Prémio - António Carriço, nº 2, 7º D

    Há alguns anos, numa terra distante, havia uma criança cega muito alegre, mas cujos pais eram pessoas que estavam sempre com pena de ter um filho invisual e choravam muito.

            Os tempos passaram e a criança cresceu, tornou-se um adolescente e não deixava de ser feliz por ser invisual, continuava alegre como sempre.

Certo dia, ouviu os pais a conversarem entre choros:

- Tenho tanta pena que o nosso filho seja cego… Gostava que ele fosse como as outras crianças, que pudesse correr, saltar, divertir-se mais e, sobretudo, conviver. Como é que vai ser o futuro dele? Quer ser arquitecto, adora, mas ele é invisual, não vai poder ser feliz – lamentou-se a mãe – Snifff, snifff.

- Havemos de arranjar uma solução – tranquilizou-a o pai.

- Mas como? Acho isso impossível! Adorava poder ajudar o nosso filho, mas não é algo que dependa de mim. Eu acho que a cegueira é um inferno… snifff, snifff – declarou a mãe.

E dito isto, o rapaz abriu a porta, agarrou-se aos seus queridos pais e disse:

- Eu não vejo a minha cegueira dessa forma, foi algo que Deus me concedeu, um dom especial, gosto de ser diferente das outras crianças. Eu não sou diferente dos outros só por causa da minha cegueira, sou diferente por ver a minha incapacidade como algo bom e não como um suplício. Creio que vocês andam sempre com cara de enterro, tristes, mas não é caso para isso; ponham mas é um sorriso nos vossos rostos e sorriam à vida para a vida vos sorrir a vocês!

A moral da história é “Em terra de cegos, quem tem um olho é rei” e, afinal de contas, “Cego é aquele que não quer ver”…

 

ALUNOS DO 8º ANO - “Cego é aquele que não quer ver.”

 

1º Prémio - Madalena Castelhano, nº 16, 8º B

Todas as noites o avô contava histórias de quando era miúdo, de quando brincava, de quando namorava, de quando gozava ou era gozado pelos outros, de quando era simplesmente o Tó, o rapaz das brincadeiras lá da terra.

Certo dia, sentámo-nos ao quente das brasas da lareira, comendo as torradas de sabor característico da avó Celeste. E do seu cadeirão, roçando as barbas brancas e ajeitando os óculos na ponta do nariz, o avô desbobinou mais uma das suas hilariantes histórias de infância.

Estava eu na escola, aliás, como em todos os outros dias e a risota da turma era geral, ninguém batia as minhas anedotas, ou os meus comentários à professora: “não digo!”, “não faço”, “não quero fazer!” e era a razão de tantas gargalhadas naquela sala de aula, saturada de barulho e confusão. Lá levei uma forte reguada e fui mandado para casa mais cedo. Pelo caminho, enquanto trauteava uma canção e pensava no castigo que a Dona Angelina, minha mãe, me ia pregar, vi sair de casa D. Eugénia, uma pobre senhora, a qual tinha ficado sem marido e com oito ricas crianças esfomeadas em casa para alimentar, um deles, o Sebastião, cego.

Entrei em casa de cabeça baixa, pousei a mochila perto da porta, e em pezinhos de lã, rezei até ao quarto para não ser visto por minha mãe. Estava quase a chegar ao meu destino, quando oiço a voz firme e serena da Dona Angelina chamar-me:

- Tó! Anda cá!

E lá começou o sermão. Perguntou-me porque tinha chegado tarde a casa, mas não pareceu que fosse disso que quisesse falar. E tinha razão, disse-

-me, com os olhos quase a saltar-lhe da cara, que a Dona Eugénia tinha estado lá em casa e que, por entre choros e desabafos, lhe tinha contado que o “Tó fez troça do Tião!” Ela conta-me que o meu filho goza-o por ser cego!”

‘Tava tramado! Agora que a minha mãe e a Dona Eugénia eram amigas iam falar e conspirar contra mim! Meti isto na cabeça e adormeci a matutar nas milhentas coisas horríveis que já tinha feito ao pobre Tião, desde gozar, até lhe meter troncos partidos no caminho para tropeçar e cair. Lembro-me também de lhe dar comida estragada a comer na escola, na semana anterior. Mas a verdade é que eram essas coisas feias que eu fazia ao pobre Tião que causavam tremenda risota na escola, era considerado o “rei” do recreio.

Na manhã seguinte, quando acordei, fui até à cozinha, ensonado e com cara de poucos amigos, sentei-me à mesa para tomar o pequeno-almoço e alguém bateu à porta. “A esta hora?!” pensei eu, mas quem seria?, quem era o safado que vinha incomodar e interromper a minha sossegada refeição que devorava alambazado. Minha mãe abriu, com voz doce e meiga, e retorquiu:

- Entra Tião, entra!

E, batendo a sua bengalinha em tudo quanto era lado, veio até a mim, sorriu e sentou-se ao meu lado. Minha mãe chamou-me ao meu quarto e anunciou, com voz imponente, que ia passar esse dia com o Tião para perceber a sorte que tinha em ser saudável.

E assim foi, passei o dia com o Tião, fomos à escola, e nesse dia percebi quão grande era a massa cinzenta do menino com quem gozava diariamente. Quando a professora, Dona Clara, lhe pediu para ler um excerto d’Os Lusíadas, ele passou os dedos delicados pela folha, grossa e com muitos pontinhos indecifráveis, e ouvi o poema ser declamado como nunca antes ouvira.

Ao voltarmos da escola, ele contou-me o que fazia todos os dias, desde ajudar a mãe até ir dar de comer às galinhas.

Nessa noite, adormeci a pensar: “Cego é aquele que não quer ver!” Olhei para uma estrela que lá espreitava do céu escuro pela minha janela e segredei–lhe baixinho: – Serei cego?! Penso que sim…

E chorei toda a noite, meninos! Nunca mais gozei com ninguém da minha turma. Já não os fazia rir a eles, mas fazia-me a mim por dentro. Era feliz ao saber a sorte que tinha por não ter as dificuldades do Tião.

Fui-me deitar a pensar nisso, o avô tinha razão, tinha sempre…

 

2º Prémio - Abel Martinho, n.º 1, 8º B

Um certo rapaz, que vivia perto de um lago, era muito preguiçoso. A mãe, muito atarefada, pedia-lhe ajuda:

- Ó filho, vai correr com aquele cão!

Mas ele queria entender outra frase. Então fazia-se perceber assim: -Ó filho, vai comer aquele pão! – fazendo-se de inocente, comeu o pão.

A mãe, que estava a dar de comer aos patos, quando um cão a interrompera, e, como a comida se acabara, disse ao filho:

- Ó filho, vai buscar sementes!

Ele novamente, tentando arranjar maneira de não trabalhar, fingiu ter entendido assim: – Ó filho, espero que te sentes! – Lá foi ele sentar-se no sofá.

Entretanto, a mãe com tanta barafunda sentiu-se mal e começou a tossir, e, com poucas forças, gritou:

- Ó filho, faz-te atleta, vem-me ajudar porque eu estou a tossir.

Novamente quis entender isto: – Ó filho, pega na bicicleta, vai passear e vai-te divertir.

Então lá foi ele andar de bicicleta e divertiu-se imenso, quando, de repente, pensou:

- A mãe nunca mais me chamou?!

Correu depressa para o lago e a mãe tinha desmaiado. Chamou logo uma ambulância. Felizmente, estava tudo bem com a mãe.

A mãe repreendeu-o por ele não lhe querer dar ouvidos. Afinal, tinha posto uma vida em risco, porque não queria ver que a mãe precisava de ajuda e pensou só em si próprio. A partir daí, ajudou sempre a mãe.

 

3º Prémio - Susana Sobreiro, nº 25, 8ºC

        Era uma vez um rapaz, chamado Salvador, que, infelizmente, era cego, desde que tinha nascido, ou seja, há catorze anos que não via nada. O mundo para ele era completamente escuro e sentia-se perdido naquela escuridão que ele não queria admitir ser a sua vida. Vivia com a mãe e o irmão, de quem Salvador tinha inveja, pois ele podia correr e saltar sempre que queria porque tinha visão. O seu pai há muito tempo que tinha morrido num acidente, pois o avião em que viajava despenhara-se e todas as pessoas que nele se encontravam tiveram o mesmo fim.

Um dia, o Salvador estava sentado na sala (como sempre, pois não podia vaguear pela casa) e quis ver. Estava decidido que queria ver e poder correr como todos os seus amigos, que eram poucos. A mãe entrou na sala e viu o filho a movimentar a cabeça de um lado para o outro como se estivesse à procura de algo. E realmente ele estava à procura de algo, da visão. A mãe correu para o filho e perguntou-lhe o que ele procurava e o rapaz respondeu que estava cansado de não ver. A mãe não tinha nada para lhe dizer e, em vez de palavras saírem da sua boca, lágrimas saíram dos seus lindos olhos azuis. Como não queria que o Salvador percebesse que ela estava a chorar, sentou-se novamente no sofá e disse-lhe, antes de abandonar a sala:

- Para mim, tu vês. O teu coração é tão puro que te deixa ver para além daquilo que imaginas. Acredita na mãe, um dia tu vais perceber que não se vê só com os olhos, mas, sim, também com o coração.

O menino não prestou atenção nenhuma àquilo que a mãe lhe disse, revoltado consigo próprio.

Nessa noite, quando Salvador já se encontrava na cama a pensar, ouviu uma voz, não desconhecida, porém também não sabia identificá-la. A voz era masculina, isso sem qualquer dúvida, mas foi aí que ele não aguentou mais e gritou:

- Se eu visse, saberia quem tu és!

A mãe, sobressaltada, levantou-se da cama, a pensar que o filho estava a ter outro pesadelo, que agora eram muito frequentes, e dirigiu-se ao quarto do filho. Salvador estava a chorar e não parava de bater na cama. “Está furioso” pensou a mãe. Perguntou-lhe o que se passava e o Salvador colocou-lhe a mesma pergunta. A mãe não percebeu e afirmou:

- Estás triste e furioso porque não vês. Mas será que não ouviste nada do que eu te disse à tarde?

O menino, irritado e já sem forças, porque estava a chorar, perguntou:

- Quem está aqui no quarto? É o médico, é o psiquiatra? Pensas que estou maluco, já nem acreditas no teu próprio filho!?

A mãe, que já não sabia o que fazer, pensando que o filho estava a enlouquecer, respondeu:

- Querido não está aqui ninguém e eu não te vou levar a médico nenhum, tu és normal e não estás doente.

O filho exclamou:

-Ah, não estou doente, não tenho nenhum problema? Eu sou cego!

A mãe do Salvador saiu do quarto, mas antes retorquiu:

- Filho, dorme. Amanhã vais sentir-te melhor.

Salvador descobriu que era o único que ouvia e sentia o seu pai. E foi nesse momento que descobriu que só não via quem não queria. De uma vez por todas, a sua vida tinha cor e luz.

 

ALUNOS DO 9º ANO - “Olhos que não vêem, coração que não sente.”

 

1º Prémio - Bernardo Cruz, nº3, 9ºB

Há quem diga que a visão é um dos maiores dons que temos. Será? Sim, poder ver pode dar jeito, sem dúvida, mas neste mundo há muitas coisas para ver e muitas não são propriamente boas.

Vou contar uma história. Sobre um soldado, americano, a servir no Iraque. Uma guerra pode ser dos cenários mais aterradores que existem. Pois vou dar um nome a este soldado. Granada. Poderá haver uma história sobre este nome, mas não a vou contar. Agora não.

Granada viveu um pesadelo durante a sua vida. Porquê? Porque viu. O que ele viu, apenas algo que ele simplesmente viu mudou a sua vida para sempre.

Granada era casado e tinha dois filhos que amava acima de tudo. Quando voltou da guerra, eles lá estavam, de braços abertos, à sua espera. Mas algo estava errado, tremendamente errado. Ele. Depois do que aconteceu não voltou a pronunciar uma única palavra. Nunca mais.

Os seus dias eram passados no sofá da sala. Sentado, olhava para o vazio sem mexer um músculo.

Muitos psiquiatras visitou, muitos comprimidos tomou. Todavia nada fazia efeito. O tratamento mais  absurdo impacto  nenhum tinha  sobre  o    ex- -soldado. Lá ficava ele, no sofá, a olhar para o vazio, mais quieto do que qualquer pedra.

Três meses foi o tempo que a mulher levou até o deixar. Ele nunca esquecerá as suas palavras: “Não aguento mais, meu amor. Desculpa mas vou-

-me embora. Levo os miúdos comigo.”

Beijou-o na testa e saiu. Aquele leve som da porta a bater não chegou a desaparecer da sua mente. Nunca.

Seis semanas depois, Granada mexeu-se por vontade própria, pela primeira vez em três meses.

Dirigiu-se para a janela. Abriu-a e apreciou por breves momentos a agradável sensação que o vento, ao embater na sua face, proporcionava.

Assim ficou alguns minutos. Até que, por fim, se atirou da janela do sétimo andar.

E isto tudo porquê? Bom, é a eterna pergunta. O que pode ter visto o soldado, que o deixasse naquele estado? Não posso contar, até porque eu próprio não sei. Afinal, ele não contou a ninguém…

Contei esta história como um exemplo do sofrimento que o dom da visão pode causar. Vamos fechar os olhos e pensar. Se não pudéssemos ver ao longo da nossa vida, isso não iria poupar-nos tanto sofrimento?

Claro que não vou ser hipócrita e dizer que poder ver não traz coisas boas. Mas a pergunta fica. Valerá a pena?

 

2º Prémio - Marta Taveira, nº19, 9º C

   - Que ternura, que delícia de poema, mãe. Tens tanto jeito, lê de novo, lê, por favor! – insistiu o pequeno Jaime.

- Ó pequenino, leio as vezes que tu quiseres.

E assim foi. Dona Clara, orgulhosa do seu dom de poetisa, dava a conhecer as suas obras ao seu pequeno filho invisual. Jaime era cego desde os oito anos. Andava numa escola “especial”, como a sua irmã Marta preferia chamar-lhe. Tinha amigos “iguais” a ele, com a doença da cegueira.

A sua infância fora a mais bela, e porquê? Porque ele via o cheiro das flores de jasmim do jardim da sua avó Mafalda, via o som dos pássaros a cantar, via o carinho e a beleza com que os longos cabelos negros deslizavam pelas costas da sua mãe. Simplesmente sentia o mundo.

Aos oito anos e meio, sofreu um acidente de carro, quem guiava era seu pai, Ricardo. Este último ficou gravemente ferido, o primeiro cegou. Jaime havia sido entregue ao túnel do desespero, à fossa intocável conscientemente por mortais, Jaime perdera a visão, Jaime perdera a razão de viver.

O seu pai morreu seis meses após o acidente. Jaime não pôde ver pela última vez o seu amado pai como queria, a última vez que o vira com os seus caracóis negros e o toque masculino, mas doce, do seu rosto fora quando, agarrado ao volante, Ricardo sorria para o seu querido e inocente menino, que lia poemas da mãe.

A mãe do ternurento Jaime sofreu, sofreu e sofreu. Mas nunca deixou de escrever, pois sabia que a sua escrita era uma luzinha de felicidade ao fundo daquele túnel, para o seu filho.

Dez anos depois, tem agora dezanove anos, Jaime ama uma mulher, ele sente a doçura do seu coração, sente o seu olhar vidrado nele, sente o seu sorriso a brindá-lo todas as manhãs, sente o seu coração a bombear por ele, sente o aroma a jasmim do seu perfume, como se voltasse à sua infância e recordasse a brancura das flores do jardim da sua avó.

Sim, Jaime não vê, mas o coração não precisa de ver para sentir, talvez até sinta mais se não vir.

 

3º Prémio - Mariana Rebelo, nº 17, 9º A

    Mais um dia em que acordei com a claridade a entrar por entre os cortinados da janela. Estava um dia bonito. Era o dia. Aliás, era a noite, era a noite em que ia jantar com ela e pedi-la em casamento. Era um dia importante e decisivo nas nossas vidas. Rapidamente chegou a hora.

Esmerei-me na escolha do restaurante, na escolha da roupa e perfumei-me com o perfume que ela me oferecera no dia do meu aniversário porque sei que as mulheres ligam imenso a essas coisas. Queria que fosse especial, queria que fosse o dia da vida dela.

Às 20:00h, como combinado, fui buscá-la a casa. Como sempre, atrasou-se, mas vinha deslumbrante. Enquanto ela fechava a porta de casa, verifiquei dentro do meu casaco se tinha trazido o anel. O anel fora caríssimo, mas era encantador.

A viagem levou a um ambiente de conversa leve e divertido, como de costume. Chegámos ao restaurante e sentámo-nos numa mesa agradavelmente decorada.

Passou o devido tempo, achei que era hora. Peguei-lhe na mão. Aquelas mãos tinham-se unido pela primeira vez há cinco anos, naquele restaurante, naquela mesa. Respirei fundo, disse-lhe o quanto a amava e que os últimos cinco anos na sua companhia tinham sido os mais felizes. Tirei a pequena caixa do bolso do casaco e fiz-lhe a pergunta da forma mais carinhosa que conhecia. Ela emocionou-se e disse que queria ficar comigo para sempre. Era o sonho de uma vida. Soltei uma gargalhada de felicidade e beijei-a.

No dia seguinte, acordei a pensar que era um sonho, sentia-me como nunca! Tinha a mulher da minha vida e tinha o emprego da minha vida, tinha sido promovido a director administrativo no mês anterior.

Passara um ano e a chama continuava acesa, estávamos bastante felizes até um dia… Até ao dia em que ela recebeu a melhor proposta de emprego de sempre. Era uma jornalista prestigiada e recebera um convite da FOX NEWS. Era o sonho dela, era irrecusável. Eu sabia disso. Ela pediu-me para ir com ela, mas ambos sabíamos que era impossível. Era aqui que tinha a minha família, a minha casa, o meu emprego, a minha mãe doente, era aqui que tinha a minha vida.

Despedimo-nos, prometendo que três anos não iam separar uma relação como a nossa.

A chama foi-se apagando… Dois anos depois só restava pavio, divorciámo-nos. “Olhos que não vêem, coração que não sente”.

 

Menção Honrosa - Carolina Ribeiro, nº4, 9ºB

Ontem éramos três: eu, tu e a felicidade. Hoje somos dois: eu e a saudade. Vivíamos felizes, sempre a pensar no futuro, até ao dia em que me tocaste. Não estava nada à espera que o fizesses, muito menos por aquele motivo. As minhas lágrimas escorriam como se nada fosse real. As palavras que disseste magoavam-me como se espetassem uma faca no peito.

Tu, aquela pessoa que eu adorava, que me fazia sentir bem, feliz e, acima de tudo, segura… Nada mais foi igual, a partir daí. Surgiram pessoas novas, uma das quais foi ela! Ela é que nos separou e que, depois de eu aguentar tudo o que aguentei, estragou! Disseste que nunca me irias abandonar, mas não passaram de meras palavras, sem sentido nem sentimento! Um dia dizias que gostavas de mim e noutro gostavas dela!

Sou uma fraca personagem, que se isola, que chora por ti, que luta pelo teu amor, mas que, por outro lado, te quer arrancar do pensamento. Ignoras-

-me como quem ignora um cão abandonado que passa na rua. Pisas-me como um tapete da tua casa!

Eu quero seguir em frente, mas tu não deixas, apoderaste-te de mim, não me deixas partir, pois sabes que, quando quiseres, eu estarei aqui à tua espera! Ela ficou contigo, com a pessoa que eu adorava e queria para sempre na minha vida!

Mas, agora, já cansada, desisto de lutar, não por não ter maneiras de o fazer, mas, sim, por já não ter condições para sofrer! Hoje, digo que és uma página virada na minha vida e não te vou ligar, nem mandar mensagens, porque, como se costuma de dizer: “Olhos que não vêem, coração que não sente.“ Um dia, vais abrir os olhos e vais perceber que erraste, que não sou nenhum cão para me tratares como trataste e que não se humilha ninguém como me humilhaste naquele dia! Não vou dizer “Adeus”, porque não sei se é isso que eu quero, mas vou dizer, sim,” Até já!” Qualquer dia, vais perceber que eu era única e eu vou perceber que tu eras só mais um!

 








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Concurso Uma Aventura… Literária 2011 – E a grande vencedora foi….

Foto da entrega do prémio

Beatriz Eleutério Aires, aluna da EB1/JI do Avenal foi a grande vencedora do concurso Uma Aventura… Literária 2011, na modalidade Texto Original.  Foto relativa à entrega do prémio. Em baixo o texto que submeteu a concurso. Parabéns Beatriz!


UMA AVENTURA – O 3.º Pavilhão assombrado

A Sephora e o Jonatas são de Lisboa e já chegaram às Caldas da Rainha.

O Jonatas tem 17 anos e a Sephora tem 19, eles eram corajosos mas nesta história vão revelar os seus medos.

Um dia eles pediram-me para lhes mostrar o Parque D. Carlos l e a primeira coisa que eles me pediram para ver foram os Pavilhões do Parque.

- É melhor não entrarem aí ! Está trancado há 2 anos! – disse eu.

- Mas está ali a porta aberta! Vamos entrar ?!- disse o Jonatas.

- É melhor não entrarem aí, eu estou a avisá-los!!

O Jonatas e a Sephora queriam mesmo entrar mas eu sabia que aquilo estava assombrado, mas eles insistiram tanto que eu tive de ser corajosa.

- Entramos!!! _ De repente ouvimos um barulho e a porta fechou-se. Tivemos todos medo mas a Sephora e o Jonatas tiveram ainda mais….

- Ah!!! – gritei eu com medo.

- Que esquisito, há luzes ! _ Pensava que o sistema de luz estava avariado!

- E nisto…puf ! As luzes apagaram-se logo a seguir l acenderam-se luzes verdes em forma de olhos grandes e brilhantes.

- Eram bugigangas, bonecas antigas, mas aquelas bonecas começaram a assustar-nos.

- A Maria dos caracóis!!!!_ gritou a Sephora. _ Era uma boneca que sempre quis.

- Eu conto-vos tudo! Disse eu . Há uma lenda de uma aluna que trabalhava cá!

- Essa aluna estava numa aula de ciências e o trabalho era dissecar sapos. Ela

cortou-se e tentou lavar o dedo, quando viu que não conseguia mais, cortou o dedo e o

o professor disse que era uma loucura.

- A boneca favorita dela era a Maria dos caracóis e como ela queria que a boneca ficasse sempre igual a ela cortou-lhe o dedo e pintou a mão da boneca de vermelho. Depois disso jurou nunca mais deixar a boneca.

Está ali uma coisa a mexer-se ! – disse o Jonatas.

De repente uma luz acendeu-se do nada era uma luz a iluminar a cara medonha da aluna. – Ela era um fantasma, eu e os meus primos gritamos. – Socorro!!!

Começamos a correr mas o fantasma seguiu-nos.

- Jonatas abre a porta ! disse eu.

- Lá conseguimos abrir a porta. Mas o Jonatas bateu a porta com tanta força que o edifício caiu. E a Sephora exclamou: _ Isto está mesmo a precisar de ser restaurado !!

Desde esse dia jurámos nunca mais lá voltar e nunca contámos a ninguém o que aconteceu.

Beatriz Eleutério Aires | 8 Anos

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Funny, funny, funny

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Boas férias!

A Biblioteca Escolar deseja-vos umas óptimas férias, cheias de sol e dias felizes. E claro, boas leituras e bons filmes.

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Ordem de Mérito para o Centro de Educação Especial Rª. D. Leonor

O Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor (CERDL) tem um longo passado no trabalho com jovens com deficiência mental e no apoio às suas famílias. Este ano viu o seu esforço ser reconhecido pelo Presidente  da República que distinguiu a  instituição com a Ordem do Mérito na sessão solene comemorativa do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Parabéns à instituição e todos os que diariamente nela trabalham. Clica aqui para acederes ao site do CEERDL.

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Devolução de livros em atraso

Caros amigos, a biblioteca informa-vos que devem entregar o mais rapidamente possível todos os livros requisitados. Um livro a menos significa privar um ou vários colegas da sua leitura e obriga a biblioteca despender recursos na compra do mesmo exemplar. A biblioteca ajuda-te, ajuda a biblioteca!

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Concurso de Ortografia – resultados da 2ª eliminatória

1º prémio (ex-aequo) – Dumitrita Pretuleac, nº 10 – 5ºF
                                             - José Miguel Pedro, nº 17- 5º D
2º prémio                        - Inês Moura, nº 8 – 5º I
3º prémio                        - Ana Mafalda Freitas, nº 1 – 5º H

Parabéns aos vencedores!

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Festival Silêncio | Lisboa, 15 a 25 de Junho

“O Festival Silêncio afirma-se como um evento internacional que dá voz às novas tendências artísticas e novas expressões urbanas em torno da literatura e do seu cruzamento com as outras artes.  Inserindo-se na rota dos festivais internacionais transdisciplinares em torno da palavra dita concebemos um festival literário inovador que dinamiza um conjunto de equipamentos culturais da cidade criando um palco multidisciplinar que, desde a primeira edição em 2009, tem vindo a trazer a Lisboa grandes nomes da cena literária e artística internacional. Atentos aos novíssimos movimentos que cruzam a palavra com a música, artes cénicas ou vídeo e imprimem à poesia uma nova dimensão, desafiamos criadores nacionais e estrangeiros de diversas áreas a apresentarem projectos que cruzem a palavra com as diferentes artes, espelhando assim a vitalidade dos novos movimentos em torno da palavra dita.” Clica sobre a imagem para acederes ao site do festival

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Apresentação do livro “Admiráveis Destinos”

 

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Icinori no separador “Saber + Ilustração”

Nova atualização com o trabalho do estúdio de design gráfico Icinori. A rubrica em causa é da responsabilidade de Bárbara Fonseca.  Dá uma vista de olhos, usa este atalho.

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SEMANA CULTURAL DO AGRUPAMENTO – 7,8 e 9 de Junho

É já hoje que se inicia a nossa Semana Cultural e logo da melhor forma, com o dia dedicado à Biblioteca Escolar. No período da manhã – entre as 10:45 e as 11:00 – o Clube de Guitarra apresentará três temas em primeira mão. À tarde, será a vez da apresentação do livro “Admiráveis Destinos” por um dos autores, Dorabela Filipe. Aparece.

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Dia Mundial da Criança – O Papão no Desvão

Clica aqui para ouvires e veres a história. Uma gentileza do blog Letra Pequena.

 

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Música para o Dia Internacional da Criança

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Dia Mundial da Criança

Nós, as Crianças
Não queremos mais miséria,
Não queremos mais tristeza
Não queremos mais solidão
Não queremos mais desilusão
Não queremos mais desentendimento.

Queremos surpreender os pais,
os irmãos,
os avós,
E toda a gente.

Queremos brincar
A tudo e com todos.

Queremos ser livres,
amados,
surpreendidos,
felizes,
E para sempre.

Nós, as Crianças
Queremos AMOR.

Tomás Marques (5º G)

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Pontuação obtida pelos concorrentes à Final Inter-Concelhia da Batalha de Leitura | Poesia

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Vencedores da Final Interconcelhia da Batalha de Leitura | Poesia

E os vencedores foram:
Escalão Ensino Secundário: Edvânea Mateus (Escola Secundária Raul Proença)
Escalão do 3º Ciclo: João Cenicante (Agrupamento de Escolas D. João II)
Escalão do 2º Ciclo: João Tomás (Agrupamento de Escolas D. João II)

Parabéns aos vencedores e a todos os restantes concorrentes.

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Vencedores do Concurso PIVOT

LISTA DE VENCEDORES DO CONCURSO (os prémios serão entregues durante a Semana Cultural do Agrupamento, a decorrer entre 7 e 9 de Junho de 2011)

1º Lugar: João Cabaceira + Ricardo Monteiro – Parkour;

2º lugar: Miguel Resende;

3º lugar: Pedro Lopes – A Corrida;

4º lugar: Ruben Nazaré + José Correia – Toques

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Batalha de Leitura | Poesia – cartaz 2

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Batalha de Leitura | Poesia – cartaz 1

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O morcego voa muito mais que o Batman

Os morcegos são mesmo cegos?
Como é que conseguem voar na mais completa escuridão?
Quantos espécies de morcegos existem em Portugal?
São todos pretos?
São vampiros?
Comem fruta?
Estão ameaçados? A resposta a estas e outras perguntas está AQUI, no site Ano do Morcego.
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Manuel António Pina e a Biblioteca – Lê aqui, depois vai até lá

A Poesia Vai Acabar
A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?»    E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
— Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? — 

Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"
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Manuel António Pina vence Prémio Camões

Manuel António Pina, autor de “Pequeno livro de Desmatemática”, ”Poesia Reunida”, ”O Tesouro”, ”Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães”  entre outros, é o novo vencedor do Prémio Camões, o maior prémio literário de Língua Portuguesa. Para teres acesso a toda a notícia clica aqui, para leres algum dos livros acima referenciados vai ao sítio do costume: a tua biblioteca.  

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MOLP

O Letra Pequena deu-nos um elogio e fê-lo sobe a forma de uma sigla: BBBE. Não podíamos deixar de o agradecer, ainda mais vindo de um blog que é uma referência na divulgação da literatura infanto-juvenil e ilustração. Retribuímos usando o mesmo método: MOLP (muito obrigado, Letra Pequena). 

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O local da Batalha

Será neste espaço que irá decorrer a final inter-concelhia da Batalha de Leitura | Poesia. É já no dia 20 de Maio, sexta-feira. Haverá também animação paralela, uma pequena feira do livro e, surpresa, a banca mais doce do mundo. 

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Batalha de Leitura – 2º ciclo

É já no próximo dia 12 de Maio, quinta feira, que se irá disputar a Batalha de Leitura | Poesia. A eliminatória terá início às  15:00 e dela sairá o aluno que fará companhia ao João, o aluno apurado do 3º ciclo. Os dois estarão presentes na final interconcelhia, a realizar no dia 20 de Maio, pelas 14.30, junto ao Museu José Malhoa. Contamos com a tua presença.

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Abecedário sem Juízo – Luísa Ducla Soares recomendada pela Madalena

A é o André, a beber a água pé.
B é o Bruno, vai fugir dum gatuno.
C é a Camila, com corpinho de gorila.
D é o Daniel, como lenços de papel.
E é a Ester, que nunca usa talher.
F é o Frederico, está sentado no penico.
G é o Gonçalo, já hoje levou um estalo.
H é a Helga, picada por uma melga.
I é a Inês, a dar beijos num chinês.
J é o João, põe ratos dentro do pão.
L é a Luísa, vai para rua sem camisa.
M é a Maria, que só dorme todo o dia.
N é o Norberto, que gosta de se armar em esperto.
O é o Olegário, caiu dentro do aquário.
P é a Paula, tira bananas da jaula.
Q é o Quim, meteu a mão no pudim.
R é a Raquel, que se besunta com mel.
S é a Sara, com dez borbulhas na cara.
T é o Tiago, a pescar botas no lago.
U é o Urbino, que sofre do instestino.
V é a Verónica, tem preguicite crónica.
X é o Xavier, usa roupa de mulher.
Z é a Zulmira, que na aula dança o vira. in Poemas da Mentira e da Verdade, Livros Horizonte
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Concurso Nacional de Jornais Escolares

Está aberto o Concurso Nacional de Jornais Escolares, numa iniciativa do projecto Público na Escola. Relembramos que o nosso jornal digital – “Tordesilhas” – foi distinguido no ano de 2010 com um 2º prémio no concurso em causa. A noticia está aqui .

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25 de Abril a 27 de Abril

A Visão Júnior do mês de Abril traz um artigo muito interessante e esclarecedor que te pode ajudar a perceber o que mudou com a Revolução dos Cravos. Podes ler aqui parte do artigo. A Visão Júnior está disponível na Biblioteca.

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Um Poema por Semana – um programa de Paula Moura Pinheiro na RTP2

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Boas férias, good holidays, bonnes vacances, buenas vacaciones!

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Um Poema por Semana – um programa de Paula Moura Pinheiro na RTP2

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Batalha da Leitura | Poesia – 3º ciclo

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Cata Livros – novo site

CATA LIVROS é o novo projecto desenvolvido pela equipa GULBENKIAN/CASA DA LEITURA que utiliza a internet para aproximar os jovens leitores de um conjunto de títulos essenciais da literatura para infância e juventude, com destaque para a produção nacional, assentando no carácter lúdico e interactivo das narrativas e desafios propostos. É dirigido aos leitores iniciais e medianos (sensivelmente, dos 8 aos 12 anos) e está construído a partir da metáfora de uma casa, com as suas salas e saletas, cantos e recantos, caves e sótãos, e que levam títulos como “salão salamaleque”, “janela de papel” ou “cozinhório & laboratinha”. Os livros abordados são escolhidos segundo critérios de qualidade literária e estética, mas também de representatividade histórica e estilística, sem descurar a atenção ao texto e ao grafismo. Cada mês terá um tema diferente (para começar, por exemplo, «Histórias de bichos estranhos») e, dentro desse tema, um livro destacado e, pelo menos, dezanove outros abordados de modos diversos. O CATA LIVROS permite também aos mediadores (bibliotecários, professores, educadores, etc.), bem como ao mais generalista dos públicos (pais e jornalistas), por um lado, aceder, através de um conjunto diversificado de recursos, aos livros que alimentam a curiosidade de leitores da mais tenra idade até à adolescência, e, por outro lado, a um conjunto de reflexões, projectos e práticas na área da promoção da leitura. Fonte Fundação Calouste Gulbenkian A partir do dia 5 de Abril clica sobre a imagem para acederes.

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Batalha de Leitura | Poesia

Decorreu ontem a eliminatória da Batalha de Leitura | Poesia relativa ao 3º ciclo. A concurso estiveram  12 alunos pertencentes ao 7º, 8º e 9º ano. O vencedor foi João Cenicante, aluno do 7º D.

Lista de concorrentes: Ana Camacho, 7ºA, nº3 | Catarina Viegas, 7º B, nº6 | João Jacinto, 7º C, nº 13 | João Cenicante, 7º D, nº 11 | Andreia Antunes, 7º E, nº 4 | Margarida Runa, 8º A, nº 17 | Abel Martinho, 8º B, nº 1 | Pedro Fernando, 8º D, nº 15 | Pedro Nobre, 9º A, nº 21 | Pedro Santos, 9º B, nº25 | Marta Taveira, 9º C, nº 19 | Rafael Alves, 9º D, nº 17 (faltou).

 

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Alteração do prazo do concurso para pais e encarregados de educação “Livros e Leitura”

De forma a garantir uma maior participação por parte dos pais e encarregados de educação o prazo para envio de trabalhos foi alargado até ao dia 18 de Abril. O regulamento poderá ser consultado aqui.

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Semana da Leitura | Tiago de Almeida | Apresentação de “Versos Rasgados”

A professora Isabel Santos faz a apresentação do autor, Tiago de Almeida.

Leitura de um poema do livro "Versos Rasgados" por um dos alunos presentes

Assinatura no livro de visitas da Biblioteca Escolar

Livro de visitas. Pormenor.

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OMG, LOL e ♥ já fazem parte do Oxford English Dictionary

As iniciais de Oh My God (OMG), Laughing Out Loud (LOL) e o coraçãozinho digital “to heart” (♥) que quotidianamente vemos no Facebook, por exemplo, já fazem parte do Oxford English Dictionary. Clica na hiperligação para veres o resto da notícia.  aqui http://www.publico.pt/Tecnologia/omg-lol-e-9829-ja-fazem-parte-do-oxford-english-dictionary_1486754

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CALENDARIZAÇÃO BATALHA DA LEITURA | POESIA 3º Ciclo

Dia 30 de Março, 17:00. Auditório da EB 2,3 D. João II.

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Dia Mundial da Poesia | Ler+ CCB

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